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sexta-feira, 13 de março de 2020

Visualização do filme "O impossível"





Ilustração dos modelos da estrutura interna da Terra

A arte e a ciência sempre caminharam em conjunto na busca do conhecimento e no registo do mundo natural.


Pesquisa informação e elabora uma ilustração cuja finalidade é representar os modelos da estrutura interna da Terra.


Estrutura interna da Terra

Para o conhecimento do interior da Terra foi preciso efectuar muitas observações e muitos estudos.



Sabe-se que a Terra tem, em média, 6.400 Km de raio e, portanto, um estudo directo não poderá ir além de pequenas profundidades. 
Para as zonas que ultrapassam os processos de observação directa, há que recorrer a outros métodos, chamados indirectos, como por exemplo o magnetismo, a sismicidade, o estudo dos meteoritos e a astrogeologia, a fim de conhecer o que se passa naquelas zonas do nosso planeta.




Representação esquemática dos modelos de estrutura interna da Terra


MODELO SEGUNDO AS PROPRIEDADES QUÍMICAS (CLÁSSICO)


MODELO SEGUNDO AS PROPRIEDADES FÍSICAS


Para saber mais:
http://www.lneg.pt

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Proteção e prevenção sísmica

As catástrofes sísmicas parecem-nos sempre um fenómeno distante. Mas essa possibilidade é bem real e pode atingir qualquer comunidade, num qualquer momento.
Durante um sismo é necessário agir com rapidez e com sangue frio.
Recorde-se que nenhuma comunidade está totalmente preparada e equipada para atender a estas situações excecionais. Ao preparar-se está a ajudar-se a si mesmo e a toda a comunidade.

Medidas de autoproteção para minimizar os efeitos dos sismos



A prevenção sísmica é efetuada pela educação das populações, pela elaboração de planos de emergência e pelas construções parasísmicas.

Os danos provocados por um sismo nas construções dependem, entre outros factores, da sua magnitude, distância ao epicentro, condições locais (tipos de solos, topografia, etc.) e tipo de estruturas existentes (tipologia construtiva, época de construção, estado de conservação, etc.).

Do ponto de vista da caracterização da acção sísmica para projectos de construção o Continente encontra-se dividido em quatro zonas (Regulamento de Segurança e Acções para Estruturas de Edifícios e Pontes, 1983). A zona A corresponde à região de maior sismicidade.

Zonamento do território continental (RSA, 1983)

Sismos em Portugal e no Mundo

O território do continente, assente na placa euro-asiática, caracteriza-se por uma sismicidade de nível intermédio em termos globais, quer em termos de magnitude, quer em termos de frequência.

A maior parte dos sismos acorrem na zona sul do Algarve

O risco sísmico representa uma medida das perdas (económicas e humanas) esperadas para determinados elementos expostos ao risco, como resultado de sismos futuros, e a probabilidade das mesmas ocorrerem para um certo período de tempo de exposição.


Episódios sísmicos da história do território nacional

O mais destrutivo sismo de que há registo no nosso país foi o terramoto de Lisboa de 1755. A capital portuguesa sofreu grandes estragos e mortandade também devido ao maremoto e ao incêndio que se seguiram. O litoral sul português e o Algarve também foram atingidos.


No planeta, a maior parte dos sismos importantes ocorrem ao longo das principais descontinuidades da crosta terrestre que são as fronteiras de placas litosféricas.

Nos últimos 32 anos foram várias as catástrofes naturais que atingiram o planeta Terra. Entre sismos, tsunamis, cheias e ondas de calor, milhares de pessoas perderam a vida um pouco por todo o Mundo.

Jogo Simulador de Terramoto

Este jogo testa seu conhecimento sobre o que fazer em caso de um grande terremoto, como aquele que aconteceu no Japão, em 2011.

Neste ambiente virtual, você terá a oportunidade de conhecer os efeitos de uma cidade vítima de um terremoto e conforme as suas decisões, você poderá ganhar ou perder pontos. A cada decisão errada, o jogo fornecerá orientações corretas de como você deve agir diante da situação. Você joga, se diverte e ainda aprende!



Nesta simulação podes observar os efeitos de sismos de diferente magnitude




Avaliação dos sismos

Podemos avaliar os sismos pela quantidade de energia libertada no hipocento (Magnitude) ou pela destruição causada nas obras e vidas humanas (Intensidade).

Magnitude Sísmica

Quando avaliamos a Magnitude de um sismo avaliamos a quantidade de energia libertada no  hipocentro.

A magnitude é determinada com base em cálculos matemáticos após a análise de sismogramas.

Para cada sismo é calculada apenas uma magnitude expressa na escala de Richter (um número decimal). 

A Magnitude é calculada de acordo com a escala de Richter.

Intensidade Sísmica

A intensidade é determinada com base na destruição causada nas vidas e obras humanas.

Para cada sismo são calculados os estragos na região afetada, distribuindo inquéritos à população. 

Após o tratamento dos dados são determinadas as várias intensidades na Escala de Mercalli Modificada (1956) ou na Escala Macrossísmica Europeia (1998).


Posteriormente pode ser construída uma carta de isossistas.

Carta de isossistas do terramoto de Lisboa de 1755

No mar, como não existem vidas nem obras humanas, muitas vezes as isossistas são representadas a tracejado.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

A atividade sísmica como uma consequência da dinâmica interna da Terra

A atividade sísmica é uma manifestação da dinâmica interna da Terra.

O que é um Sismo?
Um sismo é um abalo muito forte e rápido da crusta terrestre.

Como ocorre um sismo?
Do movimento das placas tectónicas são geradas tensões que vão sendo acumuladas nas rochas. Quando essas tensões ultrapassam o limite de plasticidade das rochas estas rompem e a energia é libertada em todas as direções.


Quais os tipos de Sismos?
Se o epicentro de um sismo se localiza numa placa continental temos um terramoto.
Se o epicentro de um sismo se localiza numa placa oceânica temos um maremoto. Quando ocorre um maremoto forma-se, geralmente, uma onda gigante designada de Tsunami.


Formações litológicas em Portugal e exploração sustentavel

Rochas existentes em Portugal


Aplicações das rochas na sociedade
http://pt.slideshare.net/marcinhacoronel/tipos-de-rochas 


Rochas utilizadas em construções
http://pt.slideshare.net/infiasciencias/formacoes-litologicas


A exploração dos recursos litológicos de forma sustentável

Os recursos minerais podem ser classificados em metálicos (por exemplo: cobre, chumbo, ferro) e não metálicos (por exemplo: areia, calcário, quartzo) e têm grande utilidade na nossa vida.





Importância da indústria extractiva em Portugal

O contributo da indústria extractiva para a produção nacional e para a exportação é muito importante. 
Para além do tungsténio da mina da Panasqueira e dos metais básicos (cobre e zinco) das minas de Neves Corvo e de Aljustrel, as rochas ornamentais e alguns minerais industriais (caulinos, areias especiais, feldspatos) abastecem sobretudo os mercados exteriores.











Exploração dos recursos minerais:

  • Pedreiras
  • Minas

  • Areeiros
  • Salicultura 
A costa portuguesa compreendida entre a Ria de Aveiro e a Foz do Guadiana apresenta boas condições para a produção do sal marinho por evaporação solar, especialmente no sul do país onde as condições edafo-climáricas são bastante favoráveis.

Consequências da exploração excessiva dos recursos minerais

  • Extinção dos recursos minerais;
  • Degradação ambiental.
A recuperação ambiental das áreas mineiras degradadas compreende designadamente a sua caracterização, obras de reabilitação ambiental e paisagística e monitorização ambiental.


Ser cidadão responsável
  • Comprar apenas o essencial;
  • Comprar embalagens recicladas e recicláveis;
  • Separar os resíduos e colocar no ecoponto certo.

Ciclo das rochas

Os três grupos de rochas - magmáticas, sedimentares e metamórficas, transformam-se continuamente na natureza num conjunto de processos geológicos denominado o Ciclo das Rochas. Este foi pela primeira vez descrito em 1785 pelo escocês James Hutton, numa apresentação oral diante da Royal Society of Edimburg.

O ciclo das rochas:

Após arrefecimento, o magma solidifica originando rochas magmáticas. Estas podem-se formar-se à superfície devido a processos vulcânicos, ou no interior da crusta.

Uma vez expostas à superfície, as rochas sofrem meteorização e erosão, processos promovidos fundamentalmente pela água e pelo ar, originando sedimentos. Estes depois de transportados pela água e pelo vento, depositam-se em zonas deprimidas da crosta continental ou oceânica.Devido a fenómenos de subsidência, os materiais da crosta vão afundando aumentando a pressão e a temperatura. Originam então rochas sedimentares.

Com o continuar do processo de subsidência crustal, em que a pressão e a temperatura aumentam, as rochas sofrem recristalizações no estado sólido dos seus minerais. Surgem as rochas metamórficas.

Caso a temperatura ainda aumente mais as rochas fundem originando-se o magma, que pode voltar a formar novamente rochas magmáticas.


quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Metamorfismo como uma consequência da dinâmica interna da Terra

As rochas metamórficas geralmente, resultam da transformação de rochas pré-existentes. Estas transformações decorrem quando essas rochas atingem grandes profundidades ou quando são encaixantes nas intrusões magmáticas, sem contudo passarem pelo estado de fusão. Nestes casos, devido às novas condições de pressão e de temperatura, diferentes das que presidiram à sua génese, as rochas vão sofrer alterações nas suas características originais.

O conceito de metamorfismo, associado à dinâmica interna da Terra.
É o conjunto das transformações e das reacções que uma rocha sofre quando é sujeita a condições de pressão e temperatura diferentes das que presidiram à sua génese.


Formação das rochas metamórficas. 



Metamorfismo de contacto e metamorfismo regional

Metamorfismo regional — Afeta zonas rochosas extensas, envolvidas em fenómenos tectónicos como a colisão de placas litosféricas. Os materiais são sujeitos a temperaturas e pressões elevadas e à ação de fluidos circulantes que deformam e alteram a composição mineralógica das rochas.

Metamorfismo de contacto — Afeta localmente os materiais rochosos quando o magma se instala no seio de rochas preexistentes, que são metamorfizadas devido às altas temperaturas e à libertação de fluidos.




Diferentes tipos de rochas metamórficas (xistos e outras rochas com textura foliada e/ou bandada bem definida; mármores; quartzitos, que apresentem textura granoblástica).

 

Formação das rochas magmáticas

As rochas magmáticas ou ígneas resultam da consolidação do magma e podem ser formadas em profundidade ou à superfície.


As rochas vulcânicas ou extrusivas resultam de um magma que consolida à superfície ou perto dela. Apresentam cristais de reduzidas dimensões, frequentemente invisíveis a olho nu, devido ao arrefecimento rápido do magma.

O basalto, o riólito, a pedra-pomes e a obsidiana são rochas vulcânicas.


As rochas plutónicas ou intrusivas resultam de um magma que consolida em profundidade. Apresentam cristais desenvolvidos, visíveis a olho nu, devido ao arrefecimento lento do magma.

O granito e o gabro são rochas plutónicas.


Génese das rochas magmáticas plutónicas e vulcânicas




Minerais característicos das rochas magmáticas


Textura das rochas magmáticas

As rochas, contam a sua história e, na verdade, basta observar o aspecto da rocha para sabermos onde se formaram e em que condições (pressão e temperatura). Chama-se Textura da rocha magmática, ao aspecto que a rochas tem à vista desarmada.

  • Se todos os minerais seus constituintes são visíveis a olho nu diz-se rocha com textura holocristalina, granular ou fanerítica. Ex: Granito.
  • Se os minerais são de pequenas dimensões e não se distinguem à vista desarmada, diz-se que têm textura hemicristalina ou afanítica. Ex: Basalto.
  • As rochas sem minerais cristalizados diz-se que têm textura vítrea. Ex: Obsidiana.


Tonalidade das rochas magmáticas

A tonalidade das rochas depende da composição dos magmas. Assim temos rochas mais claras (leucocratas) se o magma for rico em sílica e rochas mais escuras (melanocratas) de o magma for pobre em sílica.



Aplicações das rochas magmáticas em Portugal




Síntese

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Vulcanismo, Ambiente e Saúde das Populações


What is a Volcano?

Jogo online: Erupção Vulcânica

Faz o teu próprio Vulcão


The Supervolcano game




O Cume de Dante

Visualização do filme "O cume de Dante"

Título original: Dante's Peak
Género: Comédia, Romance, Acção
Outros dados: EUA, 1997, Cores, 97 min.

Em "O Cume de Dante" a erupção de um vulcão, que todos julgavam extinto, ameaça uma pequena cidade junto a Washington. O vulcanólogo Harry Dalton (Pierce Brosnan) e a presidente de Câmara Rachel Wando (Linda Hamilton) vão enfrentar juntos a catástrofe.



sábado, 4 de janeiro de 2020

Vulcanismo em Portugal

Vulcanismo principal 
Vulcanismo ativo no vulcão dos Capelinhos - ilha do Faial, Açores.

O Vulcão dos Capelinhos
Na madrugada do dia 27 de setembro de 1957, após dias com a terra a tremer continuamente, o vulcão dos Capelinhos despertava. O mar entrava em ebulição e assim começavam 13 meses de atividade.
 In: Perdidos e Achados - Reportagem SIC - 18 de janeiro de 2017
https://sicnoticias.pt/programas/perdidoseachados/2017-01-22-O-Vulcao-dos-Capelinhos

As mais recentes manifestações vulcânicas nos Açores, datam de 1998 e 1999 com a entrada em erupção do vulcão da Serreta a 10km NW da ilha Terceira. Esta actividade manifestou-se com a elevação de uma coluna de vapor a cerca de 30m de altura e o aparecimento de pedaços de lava a flutuar nas águas.

Vulcanismo secundário
Furnas - ilha de S.Miguel, Açores.




Termas em Portugal Continental - https://termasdeportugal.pt/






Mapa representativo dos principais tipos de rochas de Portugal continental
In: https://www.lneg.pt/CienciaParaTodos/dossiers/planeta_terra/vulcanismo